terça-feira, 25 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ANO NOVO, VIDA VELHA...

Ano novo, governo novo, novas autoridades empossadas e assim continua a vida. Vida, que vida?
Quando o ano se inicia, nós brasileiros buscamos logo a melhor forma de nos aglomerar nas nossas praias, balneários e afins, para mais uma vez curtir o sol, as festas, as bebidas e esperar o carnaval chegar, para dar as nossas costas ao resto do mundo e nos enclausurar no nosso particular conceito de felicidade.
Uma felicidade transitória, tão velha, quanto nova, onde mudam nomes e adjetivos, porém, permanecem os mesmos vícios comportamentais. Exemplo disso é ´Passione´; passou, acabou, e agora? O chão sumiu? Óbvio que não, pois temos “Insensato coração” para suprir o espaço deixado por aquela. Veremos novamente o mesmo blá-blá-blá, todavia vivido ficticiamente por outras personagens, com estórias completamente infrutíferas; mas tudo bem, é disso que gostamos! Entretanto, se uma nova novela não for o suficiente temos o nosso querido Big Brother para acalentar nossas noites, enquanto nos conformamos com o Insensato Coração que permeia o interior de cada um de nós.
Quando o ano começa não podemos nos desligar do time do nosso coração, pois precisamos saber como estão os preparativos para mais uma temporada. É necessário saber quem chega e quem sai, porque se não estivermos cientes não teremos nenhum assunto nas rodinhas de amigos, já que é praticamente apenas isso que se discute.
Ano chega, ano passa, e nada muda. O ciclo é o mesmo. O tempo vago do brasileiro é gasto em um ócio completamente infrutífero, que em nada se aproveita. Nós somos amantes da ilusão, protagonistas de um completo “umbigocentrismo” enraizado em cada cidadão desta nação. ILUSÃO. Felicidade completa é olhar para o lado e ver o seu igual com as mesmas oportunidades; é vislumbrar chance de sucesso para todos e conseguir os cidadãos tenham poder crítico sobre o que lhes é oferecido e apresentado. No entanto, dificilmente veremos isso enquanto aqueles que podem ajudar estiverem preocupados em utilizar o seu tempo com afazeres diários que em nada contribuem para o crescimento da coletividade. EGOÍSMO.

Enquanto alguns morrem de fome e sede, outros morrem engasgados da sua gula capitalista. Infelizmente é esse o nosso Brasil, que agoniza abandonado.

Wantuil Júnior d´Angelo Lima

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

VALE À PENA LER (parte 02)

Lula gasta quase R$ 10 bi em publicidade nos 08 anos

Se propaganda é a alma do negócio, não é à-toa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrará o mandato com uma aprovação popular recorde de 83%, segundo pesquisa do Instituto Datafolha. Em oito anos de mandato, Lula gastou pouco mais de R$ 9,3 bilhões dos cofres públicos no intuito de manter a sociedade informada sobre os atos de governo – em valores corrigidos pela inflação.

Um balanço preliminar da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), divulgado na última semana, informa aplicações de R$ 1,1 bilhão em publicidade neste ano, apenas até o início de dezembro, uma média diária de R$ 3 milhões. A cifra refere-se a todos os ministérios, autarquias, fundações, empresas estatais e sociedades de economia mista.

A mídia mais procurada pelos órgãos públicos federais foi, mais uma vez, a televisão, que respondeu por R$ 707,2 milhões, ou 64% de todos os anúncios feitos neste ano. A publicidade nos jornais obteve investimentos de R$ 100,1 milhões, o que representa 9% dos gastos com propaganda. Bem próximo, os anúncios em rádios chegaram a quase R$ 100 milhões.

As revistas foram responsáveis por R$ 83 milhões. A Internet e os outdoors receberam anúncios de R$ 36,6 milhões e R$ 5,8 milhões, respectivamente. Já a publicidade governamental em cinema, mobiliário urbano, carro de som, telas digitais em shopping, elevadores, supermercados e aeroportos respondeu por R$ 68,4 milhões, ou 6% do total investido no período.

O órgão que mais desembolsou recursos neste ano com publicidade foi o Ministério da Saúde, que dispensou R$ 137,8 milhões para anúncios. Já as aplicações da Secom chegaram a R$ 100,8 milhões. Ministério das Cidades dispensou R$ 60,3 milhões. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aparece na quarta colocação, tendo um consumo publicitário de R$ 23 milhões. Um pouco mais abaixo na lista dos maiores investidores em mídia, a Infraero aplicou R$ 842,3 mil.

Na outra ponta, o Ministério do Trabalho e Emprego desembolsou R$ 363,2 mil, seguido do Banco Central com R$ 328,9 mil e da Eletrobras Eletronuclear com R$ 48 mil. O governo federal não divulga individualmente os gastos publicitários das estatais que concorrem no mercado sob o argumento de que a divulgação faria com que empresas como a Petrobras e o Banco do Brasil perdessem competitividade.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

DEBATE RELIGIOSO EM ELEIÇÕES, ATÉ QUE PONTO?

As eleições que se passaram ficaram marcadas pelo debate político de cunho religioso, promovido quase que exclusivamente pelos seguidores da doutrina cristã. Será que este debate é salutar? A religião deve influenciar na política?

No Brasil, vivemos em uma democracia que se propõe a ser laica, onde as pessoas são livres para manifestar o seu pensamento e livres para cultuar a qualquer divindade. Sendo assim, com toda esta liberdade, não há como exigir que o cidadão abstraia de si toda a bagagem ética, cultural e religiosa que carrega consigo.
Alguns dizem que as igrejas ou as religiões não devem se manifestar em época de eleição, como também acreditam que os políticos não podem manifestar publicamente a sua fé. Entretanto, ouso discordar deste pensamento; pois cada pessoa, seja ela eleitor ou candidato, possui os seus princípios, suas perspectivas, suas experiências de vida e suas convicções. Não creio que um eleitor consciente vote em um candidato que tenha essas características e aspirações muito diferentes das suas, afinal, o político, quando eleito e devidamente empossado, representa aqueles que a ele dedicaram os seus votos.
Existe, também, aqueles que afirmam ser errado que em determinada casa legislativa haja a bancada X ou a bancada Y, empenhadas em defender direitos de um restrito grupo ou da classe social que eles representam. Isso, do ponto de vista frio e calculista da ciência política, pode ser visto como um erro, todavia, analisando sob a ótica pragmática não existe reprovação alguma, vez que, ao exercerem a função pela qual foram eleitos, os legisladores buscarão apoio entre os colegas de cargo que possuam planos de atuação paralelos aos seus, para que juntos possam aprovar medidas e leis que entendam como benéficas aos seus representados e a toda coletividade.
O que precisa ser entendido, é que, em democracia, a promoção de qualquer debate é benéfica e deve ser digna de elogios. Seja ela levantada por quem quer que seja; desde que tenha o objetivo de discutir o melhor para o futuro da nação. Mais louvável ainda é o debate ser proposto em um momento tão crítico quanto o que o Brasil vive, no que se refere à grande passividade e à alarmante leviandade como o povo brasileiro tem tratado a política. Neste sentido, é possível chegar à conclusão de que o levante feito pelas lideranças de muitos segmentos cristãos é extremamente salutar para a democracia brasileira. E que isso sirva de aprendizado e de estímulo a todos os cidadãos, para que o brasileiro volte a discutir política, volte a reclamar os seus direitos como nação, e que as ruas e avenidas desta nação voltem a ouvir os brados de soberania do povo.
Wantuil Júnior d'Angelo Lima






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